sábado, 3 de março de 2012


Entenda como o programa nuclear iraniano pode cair no vestibular

Mariana Nadai | 01/03/2012Na semana passada, dois fatos levaram o Irã a ser destaque das páginas dos principais jornais do Brasil e do mundo. O primeiro foi a declaração do general Mohammad Hejazi, vice comandante das Forças Armadas do país, que disse que o país poderia fazer um ataque preventivo caso se sinta ameaçado por outra nação. O segundo foi o anuncio do fracasso da missão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
As ameaças que o vice comandante se refere são de Israel. No começo do mês, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, informou que acredita na possibilidade real de que o governo israelense ataque o Irã entre abril e junho deste ano, em um esforço para destruir o programa nuclear iraniano.
Já a tentativa fracassada da AIEA ocorreu entre 20 e 21 de fevereiro esteve no Irã para investigar o programa nuclear do país. Após dois dias de negociações em Teerã, os inspetores da AIEA não receberam a permissão de visitar a instalação militar de Parchin – onde a comunidade internacional acredita haver atividades relacionadas com um possível programa nuclear militar.
Desde 2003, o governo iraniano vem enfrentando uma pressão internacional crescente devido a seu programa nuclear. Os Estados Unidos e as demais potências ocidentais acusam o Irã de desenvolver a tecnologia de enriquecimento de urânio com a intenção de fabricar armas nucleares. Entretanto, o país garante que sua atividade tem fins pacíficos e que pretende diversificar a matriz energética.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirma que o país enriquece urânio em níveis muito baixos, entre 3% e 5%, o suficiente para alimentar usinas na geração de eletricidade (para construir uma arma nuclear é preciso enriquecer urânio em 90%). Essa atividade é legitima e permitida pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), do qual o país faz parte. Segundo o tratado, nenhum país a partir de 1970, quando ele entrou em vigor, pode fornecer, produzir ou adquirir armas nucleares.
Contradizendo o governo do Irã, um documento da AIEA, publicado em novembro de 2011, informava que o país realiza atividades relevantes para o desenvolvimento de uma arma nuclear, como explosões simuladas por computador e experimentos com detonadores de bombas.
O programa nuclear do Irã e o vestibular
A exploração nuclear no Irã é um tema recorrente nos vestibulares. A Universidade Estadual Paulista (Unesp), por exemplo, nas provas de 2010 e 2011 cobrou pelo menos uma questão sobre o tema. AFuvest de 2011 também abordou o assunto.
Mas, o que estudar a respeito do tema? De acordo com o professor de atualidades e história, Samuel Loureiro, do Cursinho do XI, de São Paulo, são três as questões mais importantes que os estudantes devem prestar atenção. Uma das possíveis formas é uma abordagem mais histórica, que remete à Revolução Islâmica. “Em 1979, a revolução derrubou o xá Reza Phalevi, que era aliado dos EUA, e o governo norte-americano se colocou contra o novo regime iraniano, liderado pelos aiatolás. A partir daí começam as sanções internacionais contra o Irã”, explica o professor.
O professor lembra que por conta da Revolução Islâmica, o Irã suspendeu a produção de petróleo, ocasionando a segunda crise do petróleo (a primeira ocorreu em 1973). “É importante notar que quando se fala em petróleo, o estudante deve saber a diferença entre os países com grandes reservas de petróleo e aqueles que são grandes produtores. No caso, o Irã é os dois, ele é o segundo mais importante produtor de petróleo do Oriente Médio, atrás apenas da Arábia Saudita”.
“Outro ponto a ser levado em consideração é o próprio programa nuclear iraniano e as consequências que o país vem sofrendo por conta dele”, comenta Samuel. Há anos o Irã sofre sanções da comunidade internacional. A ONU, por exemplo, já realizou um pacote de sanções, que teve três fases – dezembro de 2006, março de 2007 e março de 2008. Entre as medidas, estava a proibição do país de comercializar armas e o veto a negociações com determinadas autoridades e instituições iranianas.
Mas, o país do Oriente Médio não fica calado frente aos vetos contra a sua nação. Em fevereiro deste ano, o governo iraniano interrompeu a venda de petróleo da França e da Grã-Bretanha. A medida foi uma retaliação contra a União Europeia e a decisão do bloco de interromper a importação do combustível iraniano a partir do início de julho.
O último ponto a ser observado pelos estudantes é a questão da ameaça de Israel em atacar o Irã. “O conflito entre mulçumanos e israelenses é grande e antigo. E o que o Irã espera ao dizer que atacará Israel é que se caso comece uma guerra, todos os estados islâmicos se unam contra o estado judeu”, comenta o professor.
Sobre essa questão, é importante o estudante saber que o governo do Irã se posiciona fortemente contra Israel e isso atrai a simpatia de palestinos e mulçumanos em geral. O país também mantém relações estreitas com a Síria. Além disso, Ahmadinejad, quando eleito, acirrou ainda mais a disputa entre Israel e Irã, ao fazer declarações violentas pelo fim do Estado israelense. “Para entender melhor sobre todo esse conflito, recomendo o filme Valsa com Bashir”, diz o professor Samuel.
Fonte: GUIA DO ESTUDANTE ATUALIDADES VESTIBULAR + ENEM 2011

quinta-feira, 1 de março de 2012



Cronograma – Módulo 01  - Curso Química Integral 2012


TURMAS

TEMA

CONTEÚDO
Manhã
Noite
09.02.12
07.02.12
Int. a Química
Matéria e energias,ebulição.pressão atmosférica,mudanças de Estado.
10.02.12
09.02.12
Estudo da Matéria I
Conceituações básicas e Propriedades
16.02.12
14.02.12
Estudo da Matéria II
Substâncias,Misturas,Gráficos e Separação de Misturas
17.02.12
16.02.12
Estudo da Matéria III
Materiais de Laborat.,tipos de água,tratamento de água,obtenção de Etanol.
18 a 22.02.12
Carnaval e Cinzas
25.02.12 (sábado)
Aula extra turma da noite apenas

01.02.12
28.02.12
Estudo da Matéria IV/Atomística I
Exercícios/Modelo de Dalton,Thomson,Rutherford.
02.02.12
01.03.12
Atomística II
Modelos de Bohr,Sommerfeld, de Broglie,Quarks.
03.03.12 (sábado )
Atomística III                Estrutura atômica,Semelhanças,Eletrosfera,Números Quânticos I
08.03.12
06.03.12
Atomística IV
Números Quânticos II, orbitais,Magnetismo
09.03.12
08.03.12
Atomística V
Exercícios
10.03.12 (sábado )
Tabela Periódica I        Evolução,Características,Familias,Localização
11.03.12 (domingo)
 BioSimulado I – Mini-ENEM – 8 às 12h
15.03.12
13.03.12
Tabela Periódica  II
Características Físicas,Propriedades – Raio e Energia de Ioniz.
16.03.12
15.03.12
Tabela Periódica III
Propriedades II ,Exercícios
17.03.12 (sábado)
Tabela Periódica IV
Exercícios
22.03.12
20.03.12
Grandezas I
Massa atômica,Molecular,mol,volume molar.
23.03.12
22.03.12
Grandezas II
Fórmulas Químicas,Exercícios
24.03.12 (sábado)
Grandezas III
Exercícios
29.03.12
27.03.12
Grandezas IV/Gases I    Exercícios/ Aspectos básicos,variáveis e transformações                 
30.03.12
29.03.12
Gases II
Teoria Cinética,Avogadro,Densidade,Misturas
31.03.12 (sábado)

Gases III
Difusão,efusão,exercícios
05.04.12
03.04.12
Gases IV
Exercícios
04 a 08.04.11
RECESSO DE SEMANA SANTA
12.04.12
10.04.12
Ligações I
Introdução,lig.iônica,Lig.covalente I
13.04.12
12.04.12
Ligações II
Lig. coval. II, Metálica,Dopagem
14 e 15.04.12 (sábado e domingo)
BioSimulado II – ENEM – sábado:14 às 18:30h / domingo:8 às 13:30h
19.04.12
17.04.12
Ligação III
Hibridização
20.04.12
19.04.12
Ligação IV
Geometria e Polaridade
21.04.12 (sábado)                          
Ligação V                       Ressonância,Forças intermoleculares
26.04.12
24.04.12
Ligações VI
Cristais, exercícios
27.04.12
26.04.12
Ligações VII/Funções I
Exercícios/Nox ,cálculo ,Carga Formal
03.05.12
01.05.12
Funções II
Eletrólitos,Ácidos I
04.05.12
03.05.12
Funções III                     
Ácidos II, Bases I
05.05.12(sábado)
Aula de 3h
Funções IV                     Bases II - Exercícios

Candidato do ProUni na lista de espera tem até esta sexta-feira (2) para conferir convocação

Segunda chamada será liberada pelas instituições de ensino em 9 de março

da redação | 01/03/2012 11h 33
Os estudantes candidatos à bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni), não pré-selecionado nas chamadas regulares, e que tenham manifestado interesse em continuar na lista de espera, devem procurar a instituição de ensino superior para verificar se foi convocado. O prazo de matrícula para a primeira convocação da lista de espera termina nesta sexta-feira (2).

Conforme o cronograma do ProUni, para saber se seu nome consta da lista de espera, o estudante deve consultar o site da instituição onde concorre à vaga ou comparecer à instituição.


A relação dos candidatos concorrentes foi elaborada pelo Ministério da Educação (MEC), com base no interesse manifestado pelos alunos entre 22 a 24 de fevereiro. Em 27 de fevereiro, o MEC encaminhou a lista de espera para cada instituição participante do programa, que é obrigada a divulgá-la para conhecimento dos interessados.

Segunda chamada
A próxima chamada acontece a partir de 9 de março, com matrículas entre os dias 12 e 15.

Vagas

Neste processo seletivo são ofertadas 195.030 bolsas - 98.728 integrais e 96.302 parciais, de 50% da mensalidade - em 1.321 instituições de ensino superior particulares, entre universidades, centros universitários e faculdades.

Ao final de seis dias de inscrições, o programa registrou a inscrição de 1.208.398 candidatos. O número supera os 1.048.631 inscritos do processo de 2011, até então a maior marca. Cada estudante teve o direito de fazer duas opções de cursos. Dessa forma, o número de inscrições chegou a 2.323.546. Criado em 2005, o ProUni já concedeu 919 mil bolsas de estudos em cursos de graduação e sequenciais de formação específica.

Para outras dúvidas, acesse o site do ProUni. Lá é possível encontrar o cronograma que deve ser observado pelos candidatos e uma relação de perguntas e respostas sobre dúvidas frequentes do programa.

Combustão e chamas de cores diferentes

A chama azul é característica de uma combustão completa; e a chama amarela é característica de uma combustão incompleta.




É possível obter basicamente dois tipos de chamas no bico de Bunsen: a amarela e a azul
É possível obter basicamente dois tipos de chamas no bico de Bunsen: a amarela e a azul
Quando vamos cozinhar algum alimento em nossas casas, utilizamos a combustão do gás de cozinha. Uma das coisas que podemos observar na chama resultante da combustão desse gás é que normalmente a cor dela é um azul bem claro. Porém, na maioria das reações de combustão, como, por exemplo, na queima de uma vela, a chama se apresenta na cor amarela.
Chama azul do gás de cozinha e chama amarela da vela
Daí surge a pergunta:
“Se todo fogo é resultado de uma reação de combustão, por que algumas chamas possuem cores diferentes?”
Para entendermos como isso se dá, temos que entender o que é uma reação de combustão, e quais são as substâncias presentes em cada uma das reações citadas.
Uma reação de combustão ocorre quando um combustível (materialoxidável) é consumido por um comburente (material gasoso contendo oxigênio) para gerar energia térmica (calor).
Outro ponto importante que precisamos saber sobre as reações de combustão é que elas podem se dar de forma completa ou incompleta. Se houver oxigênio suficiente para consumir o combustível, a reação será completa e produzirá gás carbônico (CO2) e água (H2O). Do contrário, a combustão será parcial, incompleta, gerando monóxido de carbono (CO) e água; ou carbono (C) e água.
Em ambos os casos que estamos analisando, o comburente é o oxigênio presente no ar. Entretanto, os combustíveis são diferentes. O gás de cozinha é na realidade o gás liquefeito de petróleo (GLP), que é uma mistura de hidrocarbonetos (alcanos), sendo que o principal combustível é o butano (C4H10). Assim, o gás de cozinha é constituído por moléculas de alcanos que possuem apenas três ou quatro átomos de carbonopor isso é necessário pouco oxigênio para que a sua combustão se dê de modo completo. Essa reação pode ser expressa da seguinte forma:
1 C4H10(g) + 13/2 O2(g) → 4 CO2(g) + 5 H2O(g), ∆H < 0
Já no caso da vela, a parafina é o combustível da reação, sendo que ela é constituída por uma mistura de alcanos com átomos de carbono que variam de 20 a 36. Com isso, precisa-se de muito mais oxigênio para que essa reação ocorra de modo completo. Veja um exemplo:
1 C23H10(s) + 35 O2(g) → 23 CO2(g) + 24 H2O(g), ∆H < 0
No ar não há oxigênio suficiente para realizar essa combustão completa, assim ela se dá de modo incompleto, como mostrado abaixo:
1 C23H10(s) + 47/2 O2(g) → 23 CO(g) + 24 H2O(g), ∆H < 0
1 C23H10(s) + 12 O2(g) → 23 C(s) + 24 H2O(g), ∆H < 0
As reações incompletas produzem menor energia que a combustão completa. Isso explica a diferença entre as cores das chamas, pois a chama amarela, característica da combustão incompleta, é de menor energia. Já a chama azul é característica de uma combustão completa, com maior energia.
Isso explica também a formação de fuligem pela chama da vela (foto abaixo), que é o carbono tido como produto da combustão incompleta.
Fuligem da vela como resultado de uma combustão incompleta
Mas por que, no bico de Bunsen, é possível conseguir chamas amarelas e azuis, sendo que o combustível não muda?
No caso do bico de Bunsen, isso é conseguido por meio da regulagem da entrada do gás e do ar. Se a janela ficar fechada, causando a entrada de uma pequena quantidade de ar, a chama obtida será a amarela, porque terá pouco oxigênio para realizar a combustão completa. Já se a regulagem da mistura gás-ar for adequada, obtemos uma chama azul.
Veja na tabela abaixo as características de cada uma:
Diferenças apresentadas entre as chamas amarela e azul