sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Vestibulares 2016 - Mercosul: o maior bloco latino-americano enfrenta sua pior crise

(Imagem: iStock)
(Imagem: iStock)
Criado em 1991, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) completou 25 anos em 2016 enfrentando a mais grave crise de sua história. Sem conseguir consumar seu potencial como projeto de integração regional ao longo desse período, o maior bloco econômico latino-americano agora está literalmente paralisado: desde o final de julho, a presidência do Mercosul está vaga.
O motivo é um impasse entre os países-membros que impediu o Uruguai de transferir a presidência rotativa para a Venezuela – pelas regras do bloco, cada integrante assume o comando do bloco por seis meses, seguindo a ordem alfabética.
Como os blocos econômicos são bastante cobrados nos vestibulares, é importante saber mais sobre o funcionamento do Mercosul e as razões da atual crise.
O QUE É O MERCOSUL?
O Mercosul foi formado em 1991 por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Em 2012, os integrantes admitiram a entrada da Venezuela no bloco.
O objetivo do Mercosul é promover uma ampla integração regional entre os países-membros. Dessa forma, um cidadão brasileiro não precisa de visto para cruzar a fronteira até a Argentina, por exemplo. Do ponto de vista comercial, por meio da redução de tarifas alfandegárias, ficou mais barato importar trigo da Argentina e exportar veículos para o Uruguai, expandindo as trocas comerciais dentro do bloco – desde a criação do Mercosul, o comércio entre os países membros aumentou em mais de dez vezes.
Em 1995, o bloco transformou-se em uma união aduaneira: ou seja, além de reduzir as tarifas de importação entre os integrantes do Mercosul, foram implementadas regras unificadas para o comércio com nações de fora do bloco. O principal mecanismo nesse sentido é a adoção de uma Tarifa Externa Comum (TEC) para produtos importados de outros países. Ou seja, ao comprar medicamentos da Alemanha, por exemplo, o Brasil não pode aplicar uma alíquota de importação menor ou maior do que a utilizada por Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela.
OS PROBLEMAS DE INTEGRAÇÃO
O Mercosul é considerado uma “união aduaneira imperfeita”. Isso porque não existe uma zona de livre circulação de mercadorias plena entre os seus membros. Ainda que tenha havido reduções significativas das tarifas comerciais em muitos setores, muitos produtos uruguaios, paraguaios, argentinos e venezuelanos não estão livres de barreiras para ingressar no Brasil – e vice-versa. Da mesma forma, há uma extensa lista de exceções para a aplicação da Tarifa Externa Comum nas negociações com outros países. Essa “união aduaneira imperfeita” ocorre porque as economias dos países-membros são bastante assimétricas – o PIB do Brasil, por exemplo,  é 75 vezes maior que o do Paraguai. Dessa forma, o Mercosul acaba estabelecendo algumas brechas, com mecanismos para não prejudicar as economias menos dinâmicas e os setores econômicos mais sensíveis à concorrência externa.
Outra crítica feita ao Mercosul diz respeito ao fato de que as normas do bloco dificultam o estabelecimento de acordos de livre-comércio com outros países e blocos econômicos. Atualmente, o Mercosul possui acordos desse tipo somente com Egito, Israel e Palestina. As negociações com a União Europeia, iniciadas há mais de uma década, estão travadas porque não há consenso entre os membros do bloco – como um acordo deve ser feito conjuntamente, e os interesses dos membros do Mercosul são divergentes em muitos aspectos, o impasse permanece. Além disso, os países que fazem parte do bloco não podem negociar acordos comerciais individualmente. Por exemplo, as normas da Tarifa Externa Comum restringem a possibilidade de o Brasil fechar um acordo de livre-comércio com o Japão se o Uruguai não quiser – ou se negocia em bloco ou nada feito.
A OPOSIÇÃO À VENEZUELA
Como se não bastassem todas as dificuldades de integração econômica, o Mercosul encontra-se agora rachado politicamente. O Uruguai exerceu a presidência rotativa de seis meses à frente do bloco até o final de julho, mas um impasse político impediu a transferência do poder. O próximo país na fila para assumir o posto seria a Venezuela, seguindo a ordem alfabética, conforme determina o regimento do bloco.
No entanto, Argentina, Brasil e Paraguai não aceitam que a Venezuela assuma a presidência do Mercosul. Estas nações alegam que os venezuelanos tiveram 4 anos – desde o ingresso do bloco em 2012 – para cumprir todas as regras de adesão ao bloco e não o fizeram. Isso impediria a Venezuela não só de assumir a presidência do Mercosul como poderia levar o país a ser rebaixado no bloco, deixando de ser membro pleno. Já o Uruguai não vê nenhum impedimento jurídico para transferir o comando à Venezuela.
Mas há outras questões econômicas e políticas que impedem a posse da Venezuela como presidente do Mercosul. O país atravessa uma grave crise de abastecimento e vive um momento de efervescência política, com o fortalecimento da oposição contra o governo do presidente Nicolás Maduro. Argentina, Brasil e Paraguai também criticam o comprometimento da Venezuela com os direitos humanos e a democracia e acusam o país de manter presos políticos, o que fere as normas do Mercosul.
O RACHA POLÍTICO-IDEOLÓGICO
A oposição à Venezuela dentro do Mercosul também é reflexo da mudança de ventos políticos na região. A Venezuela é o principal expoente da esquerda bolivariana, que se caracteriza pela adoção de políticas nacionalistas e a oposição ao neoliberalismo e aos Estados Unidos. O país ingressou no Mercosul em 2012 tendo como principais fiadores os governos de centro-esquerda do Brasil, da Argentina e do Uruguai. O único país contrário à Venezuela era o Paraguai, governado pela centro-direita. Mas à época da aprovação do ingresso da Venezuela no Mercosul, o Paraguai estava suspenso do bloco em virtude do impeachment do presidente Fernando Lugo, que foi efetuado em um procedimento considerado antidemocrático pelos países-membros.
No entanto, a balança ideológica mudou na América do Sul. No final de 2015, a Argentina elegeu como presidente o empresário de centro-direita Mauricio Macri, e, nesta semana, o Brasil consumou o impeachment de Dilma Rousseff, que foi substituída por Michel Temer, de perfil liberal-conservador. Esses fatores são considerados cruciais para entender por que a Venezuela perdeu o apoio de Brasil e Argentina neste momento de definição da presidência do Mercosul. O Uruguai, que continua governado pela centro-esquerda é o único país-membro a apoiar a posse da Venezuela como presidente do bloco.
GUIA DO ESTUDANTE

ENEM 2016 - Cinética Química - Energia de Ativação e Complexo Ativado

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Para que uma reação ocorra, é necessário que os reagentes recebam certa quantidade de energia, que é denominada de energia de ativação. Assim, temos:
Definição conceitual de energia de ativação
Por exemplo, na atmosfera existem os gases oxigênio (O2) e nitrogênio (N2). Há um grande número de choques entre suas moléculas, porém, a reação só ocorre quando recebe alguma forma de energia externa, que, no caso, costuma ser fornecida pelas descargas elétricas dos relâmpagos.
Assim, quanto maior a energia de ativação, mais difícil será para que a reação ocorra e, consequentemente, ela se dará de forma mais lenta. O contrário também é verdadeiro, reações com uma menor energia de ativação ocorrem com maior velocidade. Isso significa que a energia de ativação é na verdade uma barreira energética a ser ultrapassada para que ocorra a reação química.
Quando a energia de ativação é atingida, forma-se primeiro o complexo ativado, que é uma estrutura intermediária e instável entre os reagentes e os produtos.
Definição conceitual de complexo ativado
Abaixo temos uma reação genérica que demonstra a formação do complexo ativado:
Esquema de formação do complexo ativado
Portanto, a energia de ativação é a menor energia necessária que se deve fornecer aos reagentes para a formação do complexo ativado, resultando na ocorrência da reação.
Isso pode ser representado graficamente, conforme mostrado a seguir:
Representação gráfica da energia de ativação e do complexo ativado
Observe abaixo como escrever os digramas tanto para reações endotérmicas como exotérmicas:
Representação gráfica da energia de ativação e do complexo ativado em reações endotérmicas e exotérmicas
Um exemplo que pode ser citado é a reação que ocorre entre o monóxido de carbono (CO) e o dióxido de nitrogênio (NO2) para a formação do gás carbônico (dióxido de carbono - CO2) e o óxido de nitrogênio (NO):
CO(g)  + NO2(g)  → CO2(g)  + NO(g)
Com o estado intermediário (complexo ativado), temos:
CO+ NO→ COONO → CO+ NO  
A representação gráfica dessa reação, com o seu complexo ativado e sua energia de ativação, é descrita abaixo:
Representação gráfica da energia de ativação e do complexo ativado
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/energia-ativacao-complexo-ativado.htm

ENEM 2016 - Cinética Química: introdução ao estudo da velocidade das reações

Cinética Química: introdução ao estudo da velocidade das reações 
A cinética química estuda a velocidade na qual as reações se processam e os fatores relacionados a isso

Definição de cinética química
Ao nosso redor e mesmo dentro de nós existem diversas reações químicas que ocorrem e estão até mesmo ocorrendo simultaneamente neste momento. Dentre todas essas reações, existem aquelas que são bastante rápidas, como, por exemplo, a reação do sódio metálico com a água (reação bastante violenta e instantânea). Logo abaixo temos uma figura que ilustra isso:
O sódio (à esquerda) reage de forma rápida com a água; já o magnésio (à direita) interage muito mais lentamente com ela
O sódio (à esquerda) reage de forma rápida com a água; já o magnésio (à direita) interage muito mais lentamente com ela
Já outras reações são mais moderadas, sendo fáceis de serem observadas, como a combustão de materiais orgânicos, a decomposição térmica de sais, a transformação dos alimentos pela ação de bactérias, a queima de uma vela, etc.
A decomposição da laranja é uma reação moderada
Outras ainda são bastante lentas, sendo de grande duração e podendo levar dias, anos ou até mesmo séculos. O petróleo, por exemplo, é o resultado da decomposição de matéria orgânica de milhares de anos e a fermentação do suco de uva usado na produção de vinho pode demorar meses para ser completada.
A fermentação do suco de uva e a formação do petróleo são exemplos de reações de velocidade lenta
O estudo e o conhecimento da velocidade dessas e de outras reações são importantes principalmente para a indústria. Todavia, mesmo no nosso dia a dia nos deparamos com fatos relacionados a essa rapidez das reações. Por exemplo, quando colocamos a carne no congelador, fazemos isso para que a taxa de desenvolvimento ou a rapidez da reação de decomposição da carne diminua. Ou então quando colocamos o feijão para cozinhar na panela de pressão, estamos buscando o objetivo contrário, isto é, acelerar a velocidade de cozimento do alimento.
Essa possibilidade de alterar a velocidade de uma reação é muito importante. Degradar o lixo em poucas horas ou fazer com que um alimento leve anos para se deteriorar são sonhos que todo cientista gostaria de conseguir e toda a sociedade sairia lucrando. Existem alguns feitos, porém, que já foram alcançados graças ao estudo da cinética química.
Um exemplo é o uso de catalisadores pela indústria. Catalisador é uma substância que acelera a velocidade de uma reação, sendo que ele não participa dos produtos da reação: ao final do processo, sua massa e composição são totalmente reconstituídas. Com isso, reações que demorariam muito e que gerariam pouca quantidade do produto desejado pela indústria agora podem ser feitas com maior velocidade, acabando com o prejuízo que provavelmente os fabricantes teriam.
Assim, em alguns casos é importante acelerar o processo; por outro lado, um exemplo de reação que é desejável que ocorra de forma mais lenta é o envelhecimento, que na realidade são um conjunto de complexas oxidações biológicas.
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/cinetica-quimica-introducao-ao-estudo-velocidade-das-reacoes.htm

ENEM 2016 - Diferença entre pilhas e baterias A diferença entre pilhas e baterias está no fato de que as pilhas são formadas por dois eletrodos e um eletrólito, enquanto as baterias são formadas por várias pilhas conectadas.

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Tanto as pilhas quanto as baterias são dispositivos capazes de transformar energia química, que está contida nos materiais que as compõem, em energia elétrica. Por meio de reações espontâneas de oxirredução, em que há transferência de elétrons do material que sofre oxidação para o que sofre redução (ganha elétrons), obtém-se uma corrente elétrica que fica armazenada no dispositivo e que, posteriormente, é transmitida para o equipamento ou aparelho que se pretende ligar.
No entanto, a principal diferença entre esses dispositivos reside no fato de que as pilhas, também chamadas de células eletroquímicas, possuem somente dois eletrodos (polos negativo e positivo) e um eletrólito ou ponte salina; enquanto as baterias são formadas por várias pilhas ligadas em paralelo ou em série.
Por exemplo, a pilha ácida é formada por um eletrodo negativo ou ânodo — que é basicamente um envoltório de zinco (metal que tem a tendência de doar elétrons) — e por um eletrodo positivo ou cátodo — que é o polo que recebe os elétrons, constituído por uma barra de grafita ou carvão inserida em um tubo poroso que contém carvão esmagado e dióxido de manganês, envolvida por uma pasta úmida, que é o eletrólito, que, por sua vez, é constituído por várias espécies químicas, entre as quais o NH4Cl é o principal. O eletrólito é o meio físico, uma solução que possibilita a condução de carga elétrica no interior da pilha.
Abaixo temos um esquema desse tipo de pilha:
Esquema de pilha ácida por dentro
Esquema de pilha ácida por dentro
A voltagem das pilhas depende da diferença de potencial entre os eletrodos, ou seja, do grau de espontaneidade com que ocorre a transferência de elétrons de um eletrodo para o outro. Quanto maior for a tendência do ânodo de doar elétrons e do cátodo de receber elétrons, maior será a potência da pilha.
Agora falando a respeito das baterias, conforme dito, elas são formadas por várias pilhas ligadas entre si. Quando elas estão ligadas em paralelo, um polo positivo de uma pilha fica ligado ao polo positivo da outra, enquanto o polo negativo está ligado a outro polo negativo. Por outro lado, se as pilhas que formam a bateria estiverem ligadas em série, teremos um polo positivo ligado a um polo negativo e assim sucessivamente.
Esquema de formação de baterias ligadas em série e em paralelo
Esquema de formação de baterias ligadas em série e em paralelo
Conforme pode ser visto na imagem acima, dependendo da forma em que estão ligadas, as baterias podem fornecer diferentes voltagens e níveis de corrente. Uma pilha comum geralmente possui voltagem igual a 1,5 V, sendo que seis pilhas ligadas em série originam uma bateria de 9 V.
Um exemplo é a bateria de chumbo usada nos automóveis. Ela é formada por seis pilhas de 2 V cada, possuindo uma potência de 12 V no total. Ela é formada por várias placas de chumbo, que são os eletrodos negativos (ânodos que oxidam e perdem elétrons). O cátodo ou polo positivo que recebe os elétrons é o dióxido de chumbo. Todas essas placas ficam imersas em uma solução de ácido sulfúrico (H2SO4) e são intercaladas e separadas por papelão ou plástico:
Imagem de bateria por dentro e das partes que a compõem
Imagem de bateria por dentro e das partes que a compõem
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/diferenca-entre-pilhas-baterias.htm

ENEM 2016 - Eletroquímica

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Eletroquímica é um ramo da Química que estuda o fenômeno da transferência de elétrons para a transformação de energia química em energia elétrica e vice-versa.
As reações que envolvem transferência de elétrons são chamadas de reações de oxirredução, pois nelas ocorrem simultaneamente a redução e a oxidação. A espécie química que perde elétrons passa por uma oxidação e fica com o Nox (número de oxidação) maior. Já a espécie química que recebe esses elétrons passa por uma redução e o seu Nox fica menor.
Por exemplo, a seguir há uma reação desse tipo, na qual uma placa de zinco metálico (Zn0) é colocada em uma solução de sulfato de cobre (que possui cátions cobre II (Cu2+) dissolvidos). O zinco sofre oxidação, perdendo dois elétrons e transformando-se no cátion zinco (Zn2+), enquanto os íons cobre recebem esses elétrons e transformam-se em cobre metálico (Cu0). Veja a equação iônica desse processo:
Zn(s) + Cu2+(aq) → Zn2+(aq) + Cu(s)
Assim, nos fenômenos eletroquímicos, sempre ocorrem reações semelhantes a essa. Porém, isso pode ocorrer de duas formas. Os dois campos de estudo principais da Eletroquímica são:
Pilhas e baterias: Nesse caso existe a conversão de energia química em energia elétrica, ou seja, usam-se as reações químicas de oxirredução espontâneas para a geração de eletricidade.
Dentro das pilhas são colocadas certas substâncias químicas que reagem espontaneamente transferindo elétrons, isto é, por meio de reações de oxirredução. As pilhas possuem dois eletrodos, que são:
- ânodo: polo negativo onde ocorre a oxidação;
- cátodo: polo positivo onde ocorre a redução.
As pilhas e baterias também possuem um eletrólito, que é uma solução condutora de íons. Assim, forma-se um fluxo de elétrons entre esses polos que resulta na formação de uma corrente elétrica que pode ser utilizada para que diversos aparelhos elétricos funcionem.
diferença entre as pilhas e as baterias é que enquanto as pilhas possuem somente dois eletrodos, as baterias são formadas por várias pilhas conectadas em série ou em paralelo, ou seja, possuem vários eletrodos, o que aumenta a sua voltagem.
O que seria de nossa sociedade sem as pilhas e as baterias que fazem funcionar os celulares, os carros, os relógios e muitos outros aparelhos?
Exemplos de baterias (de celulares e de automóveis) usadas no cotidiano
Exemplos de baterias (de celulares e de automóveis) usadas no cotidiano

Eletrólise: É o processo inverso que ocorre nas pilhas e baterias, ou seja, ocorre a transformação de energia elétrica em energia química. Utiliza-se energia elétrica para forçar a ocorrência de uma reação química não espontânea pela neutralização das cargas dos íons e formação de substâncias simples.
Isso ocorre quando se passa uma corrente elétrica proveniente de algum gerador (como uma pilha ou uma bateria) por um líquido iônico (substância fundida - eletrólise ígnea) ou por uma solução aquosa que contém íons (eletrólise em meio aquoso). Desse modo, o cátion presente no líquido ou na solução recebe elétrons, e o ânion doa elétrons, para que ambos fiquem com carga elétrica igual a zero e com energia química acumulada.
A eletrólise é usada para a produção de substâncias simples de uso importante que não são encontradas na natureza, como o gás cloro e o sódio metálico produzidos na eletrólise ígnea do cloreto de sódio. Na eletrólise aquosa do cloreto de sódio, além de o cloro ser produzido, também se obtém o gás hidrogênio que é usado como combustível. Mais detalhes sobre como ocorrem esses processos podem ser vistos no texto Eletrólise do cloreto de sódio.
Eletrólise aquosa do cloreto de sódio com produção de cloro e hidrogênio
Eletrólise aquosa do cloreto de sódio com produção de cloro e hidrogênio

A eletrólise também é usada para a produção de metais, como mostra o artigo Produção de alumínio por eletrólise, e para o desenvolvimento de processos de proteção de metais contra a corrosão.
A Eletroquímica é, portanto, um ramo muito importante não só porque está relacionada com o desenvolvimento tecnológico e de métodos de produção de eletricidade, mas também porque permite inclusive a monitoração das atividades do cérebro e do coração, do pH do sangue, da presença de contaminantes na água, além de possibilitar a criação de equipamentos que salvam vidas, como o marcapasso, e assim por diante.
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/eletroquimica.htm

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

UnirG recebe pedidos de isenção do pagamento de inscrição para o vestibular 2017/1 Para pleitear a isenção do pagamento da inscrição, o candidato deverá estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico)

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De 01 de setembro a 13 de outubro estará aberto o prazo para pedido de isenção da taxa de inscrição do vestibular 2017/1 do Centro Universitário UnirG. O interessado deverá acessar o sitehttp://www.unirg.edu.br/vestibularunirg.html e fornecer o Número de Identificação Social (NIS) do próprio candidato (atribuído pelo CadÚnico) e os demais dados que forem solicitados.
Para pleitear a isenção do pagamento da inscrição, o candidato deverá estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
O resultado preliminar dos pedidos está previsto para ser divulgado em 27 de outubro, a partir das 18h. Já o resultado final será publicado em 31 de outubro.
Outras informações no edital completo, clicando aqui.
SEJA BIXO

Inscrições para a Fuvest: respostas para 5 dúvidas comuns

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É possível se inscrever em mais de um curso? Posso me inscrever por meio da Fuvest e do Sisu ao mesmo tempo? O que é a reescolha? Veja essas e outras respostas

(Foto: Jorge Maruta/Jornal da USP)

Se você vai prestar a Fuvest – as inscrições terminam na próxima quinta-feira, dia 8 de setembro –, provavelmente já deve ter baixado o Manual do Candidato 2017.
Apesar de ser um documento extenso (são mais de 150 páginas!), é recomendável fazer uma leitura atenta, pois ele tem informações importantes. Para facilitar a sua vida, porém, nós já fizemos isso e listamos pontos fundamentais que você precisa conhecer antes de fazer sua inscrição. Veja a seguir:

1) Posso me inscrever em mais de um curso?

Depende da carreira que você escolheu. Algumas carreiras têm apenas uma única opção de curso. Outras, várias opções. Por exemplo: a carreira de “Psicologia” (carreira 550) possui só um curso. Já na carreira “Engenharia da Escola Politécnica” (carreira 775) há mais de dez cursos. Quando há várias opções, você pode escolher até 4 cursos, por ordem de preferência.


2) Eu me arrependi da escolha que fiz. Dá para mudar minha opção de carreira e curso após finalizar a inscrição?

Sim. É possível alterar as opções de carreira e curso até um dia depois do final das inscrições, ou seja, até às 23h59 da sexta-feira, dia 9 de setembro de 2016.

3) Sou aluno de escola pública e pertencente ao grupo PPI (cor ou raça preta, parda ou indígena). Tenho direito a algum benefício, como bonificação?

Sim! E é no momento da inscrição que você vai informar que estudou na rede pública de ensino e declarar que deseja participar do Sistema de Pontuação Acrescida – o Programa de Inclusão Social da USP (Inclusp). Por esse programa, você terá direito a um bônus de 12% a 25% na nota.


4) É possível me inscrever para o vestibular da USP por meio da Fuvest e do Sisu simultaneamente? Ou tenho que optar por um ou outro?

Desde o vestibular 2016, há dois caminhos para ingressar na USP: por meio da Fuvest e por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação (MEC). É possível sim se inscrever para a Fuvest e para o Sisu paralelamente, inclusive para o mesmo curso, pois são dois processos seletivos independentes. Porém, é permitido ter apenas uma matrícula na USP.

5) Como funciona o processo de reescolha de curso?

Depois das seis primeiras listas de chamadas para matrícula (que serão divulgadas de 2 de fevereiro a 10 de março de 2017), as duas últimas chamadas (7ª e 8ª chamadas, a ser divulgadas em 15 de março e 22 de março, respectivamente) correspondem ao processo de reescolha. Nessas etapas, os candidatos não matriculados e que não tenham sido eliminados do vestibular podem se candidatar às vagas ainda não preenchidas, inclusive de cursos diferentes em relação à carreira escolhida inicialmente. É preciso, no entanto, verificar as restrições de cada curso, que são divulgadas na “Tabela de Restrições para Reescolha de Opção de Curso”, no site www.fuvest.com.br, durante esse período.
GUIA DO ESTUDANTE

Inscrições abertas para o Vestibular de Medicina IMEPAC Araguari 2017 O IMEPAC Araguari se consolida a cada dia como uma instituição de excelência em Minas Gerais. Vestibular de Medicina 2016/2 IMEPAC Araguari: inscreva-se já!

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No dia 9 de outubro de 2016 acontecerá o Vestibular de Medicina 2017 do IMEPAC Araguari. As provas serão aplicadas em Araguari e BH. Inscreva-se até 26 de setembro pelo sitewww.imepac.edu.br/vestibularmedicina.
O IMEPAC Araguari se consolida a cada dia como uma instituição de excelência em Minas Gerais. Em 2014, o curso de Medicina do IMEPAC foi classificado pelo Jornal "Folha de São Paulo" como o 2º melhor dentre as faculdades privadas de Medicina do estado. Em dezembro de 2015, a instituição recebeu nota 4 (em uma escala de 0 a 5) no IGC (Índice Geral de Cursos) do MEC e, recentemente, a faculdade conquistou mais uma nota 4 no Processo de Recredenciamento do MEC.
Além disso, a IES conta com um corpo docente extremamente qualificado, infraestrutura de excelência e equipamentos de última geração, reafirmando seu compromisso com a formação de profissionais que fazem a diferença na sociedade.
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Estudante de Medicina - Quem passou conta tudo sobre o vestibular a rotina do curso

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na Paula Dibbern - Cursinho Maximize
Vamos falar sobre o vestibular mais temido, mas também um dos mais desejados: Medicina!
As notas mínimas para entrar em Medicina costumam ser as mais altas do Sisu, sistema que seleciona para as Universidades Federais através da nota no ENEM. Para o ingresso em 2016, as notas de corte de Medicina ficaram entre 760 e 825 pontos, conforme a Universidade. É uma diferença bastante grande e, por isso, quem está disposto a ir pra outro estado acaba conseguindo uma vaga com maior facilidade. No último ano, Universidades nos estados da Bahia, Minas Gerais, Goiás, Amapá, Roraima, Piauí, Maranhão, Mato Grosso, Amazonas, Sergipe e Acre tiveram notas de corte menores que 780 na primeira chamada. Além disso, nessas Universidades, a lista de espera costuma andar um pouco mais, o que também torna a aprovação um pouco mais fácil.
Já para conseguir uma vaga na FMUSP (Faculdade de Medicina da USP), uma das mais conceituadas do país, a nota de corte na primeira fase da FUVEST variou de 70 a 77 acertos (em 90 questões) nos últimos anos. No vestibular 2016, foi de 73 pontos. Uma questão errada na primeira fase ou um pequeno deslize na prova dissertativa da segunda fase é o que separa os que entram dos que ficam na lista de espera, que costuma não "andar" quase nada.
Pra conseguir uma vaga em Medicina, alunos de todo o país enfrentam uma rotina puxada de estudos e, muitas vezes, fazem mais de um ano de cursinho. Num vestibular em que um escorregão pode determinar o fracasso, não dá pra deixar nenhum conteúdo de lado na hora de se preparar. Mas será que vale a pena encarar o desafio de passar em Medicina? Para ajudar você a se decidir, vamos entrar um pouco no universo do curso de Medicina e, para isso, nada melhor do que conversar com os próprios estudantes. Convidamos os futuros médicos Allan Brum e Daniel Lucas Rodrigues para contar um pouquinho das suas histórias e vivências na Universidade.

Quem conta

Allan é paulistano e deixou o curso de Psicologia pra voltar a estudar pro vestibular e tentar Medicina. Fez dois anos de cursinho e foi aprovado em Medicina na USP, Unesp e Unifesp. Hoje, com 24 anos, está no 5° do curso de Medicina na USP.
Daniel tem 28 anos e também iniciou outra graduação antes de entrar em Medicina. Apesar de, desde criança, querer ser médico, achava que não iria passar e por isso acabou se decidindo por Engenharia Agronômica na ESALQ (campus da USP em Piracicaba). Quando estava quase terminando o curso, decidiu tentar Medicina e descobriu que, apesar de ter feito o Ensino Básico em escola pública, o sonho era possível. Hoje, Daniel está no 4° ano de Medicina na USP.

A preparação para os vestibulares

Daniel não deixou o curso de Engenharia quando decidiu tentar Medicina. Fez um semestre de cursinho pela manhã, ia à noite pra faculdade e estudava à tarde e horas vagas. Como não teve tanto tempo pra estudar, durante as férias concentrou seus esforços na estratégia de estudar com todas as provas anteriores da Fuvest (desde 1995). Lia a questão, tentava responder, depois acessava a resolução comentada nos sites de três cursinhos e comparava. Essa é uma dica importante, já que normalmente as questões exigem do aluno o mesmo conceito, mesmo que a pergunta seja elaborada de forma diferente.
Já Allan, assim como a maioria dos aprovados, seguiu uma rotina mais tradicional de estudos no cursinho. Para Allan, foi importante organizar bem a rotina de estudos e se disciplinar. Tentava dormir bem, saía de casa bem cedo e ficava no cursinho até o final da noite mesclando as atividades (aulas, resolução de exercícios, simulados e leituras).

O ingresso na Universidade

O trote é sempre uma das grandes preocupações do calouro. Segundo Allan, que perdeu um dente no trote do "Show Medicina", há toda uma lógica de hierarquização e veteranismo no curso de Medicina da USP, e nesse contexto o calouro é colocado como o mais fraco. Porém, após certos acontecimentos, hoje há um largo processo de denúncia a esses trotes violentos, então as coisas estão mais calmas. A dica de Allan é "que o calouro não se curve a essas agressões e esteja pronto para denunciar, entendendo a universidade como um espaço democrático".
Por outro lado, o momento do ingresso também pode ser uma experiência bastante positiva. Daniel conta que a semana de recepção aos alunos foi muito positiva, com brincadeiras, comidas e apresentações. Inclusive, numa aula especial da recepção, ele pôde ver a palestra de um jornalista que o inspirava bastante a estudar e conseguir um lugar na Universidade. Foi uma experiência emocionante, conta.

O choque dos primeiros meses

Allan diz que os primeiros meses foram um pouco decepcionantes: "Você entra com muitas ilusões, há uma construção na sociedade de que a Medicina é algo grandioso, mas quando você entra, você se depara com um modelo de ensino que é limitador, você se reduz à bioquímica, biologia molecular, histologia, bioestatística... Além disso, até por conta do modelo do vestibular da Fuvest, o perfil da turma é muito elitizado, são pessoas que se acham especiais, é um universo um pouco diferente".
Daniel relata que o curso é desgastante no aspecto emocional. Há questões delicadas, humanas e éticas. Você é bastante cobrado, mas mais que isso, você também se cobra muito. Além disso, Daniel teve mais um desafio: pra quem vem do interior e tem problemas respiratórios, conviver com a poluição de São Paulo é bem complicado.
Quanto à qualidade das aulas, ambos relatam que há aulas e professores muito bons, mas há também aulas "medianas" ou "razoáveis". Os dois concordam, também, que a FMUSP dispõe de muitos recursos, então há materiais suficientes para as aulas, laboratórios equipados, vivência em hospitais importantes e tudo que é necessário para uma excelente formação.

O conteúdo do curso

Daniel explica que, até o terceiro ano, não teve grandes dificuldades com nenhuma matéria. Diz que, no ano 4° ano, há duas disciplinas em que os alunos costumam ter dificuldades: "moléstias infecciosas" e "clínica médica".
Há alguns conteúdos com os quais Allan não esperava se deparar ao longo do curso, como bioestatística. Dentre as matérias que já cursou, achou essa um pouco mais difícil.
Daniel e Allan relatam que a quantidade de atividades desenvolvidas dentro do hospital é grande, durante todo o período da graduação. Desde o primeiro ano do curso, há matérias práticas dentro do hospital, em que o aluno acompanha procedimentos e realiza algumas atividades de atendimento.

A rotina de estudos

A grade do curso é puxada, são praticamente 8h diárias e não há muitas janelas. Quando é semana de provas, Allan vira 2 ou 3 noites estudando. Segundo ele, a vida agora é mais complicada do que era no cursinho, já que a rotina na Medicina é menos organizada. Por outro lado, tem também alguns períodos mais tranquilos. Pra conseguir ganhar algum dinheiro, Allan aproveita o tempo vago em casa pra trabalhar corrigindo redações para um cursinho pré-vestibular. "Seria muito difícil ter um trabalho formal, mas dá pra fazer uns bicos assim."

Permanência na Universidade

Como Daniel é do interior e se encaixou nos critérios socioeconômicos, conseguiu uma vaga na "Casa do Estudantes", a moradia gratuita da Universidade. O processo é razoavelmente simples: você entrega a documentação solicitada, recebe uma pontuação com base nesses dados e, se estiver entre os que mais precisam, é chamado. No caso da FMUSP, a moradia fica ao lado do HC (Hospital das Clínicas), bem pertinho da Universidade. Os quartos são duplos mas, segundo Daniel, são ótimos.
Além da moradia, é possível tentar outros auxílios, tais como a Bolsa Alimentação (refeições gratuitas nos bandejões do quadrilátero da saúde e na cidade universitária), o Auxílio Transporte (duzentos reais para custear o ônibus e o metrô) e as Bolsas Atividade (valores pagos para quem desenvolve alguma pesquisa ou trabalho na Universidade).

Pesquisa e especialização

Dentro da Faculdade de Medicina, há muitas opções na área de pesquisa e o desenvolvimento de projetos de iniciação científica é comum.
Com relação à especialização, Allan conta que, desde os primeiros anos do curso, os alunos começam a se aproximar de alguma das "Ligas Acadêmicas", que são os grupos das áreas de especialização. Há até um debate em torno desse fenômeno da "especialização precoce", pois é importante que o aluno tenha uma boa formação geral antes de se especializar.
A maioria dos alunos costuma já entrar com alguma ideia de qual área seguir, mas muitos acabam se interessando por outro caminho. Daniel já pensou em algumas áreas, mas ainda não se decidiu. Allan pensava em Psiquiatria, mas avalia também outras possibilidades como Pediatria ou Medicina Geral de Família e Comunidade.
Mas, ao terminar os 6 anos de curso, quem quiser se especializar precisa prestar um novo concurso público e tentar uma vaga de residência médica na área desejada. Não é difícil conseguir, já que o Programa Mais Médicos estabeleceu a abertura de 12.400 novas vagas em residência médica até 2018, o que significa que, se o programa não for interrompido, haverá uma vaga em residência para cada aluno da graduação em Medicina. O objetivo é universalizar o acesso à residência médica, permitindo a formação de mais especialistas no Brasil, já que a quantidade de médicos por habitante, sobretudo de algumas especialidades, é bem menor que a mínima recomendada.
Já quem gosta da ideia de ensinar Medicina para outros alunos, lecionando em Universidades, tem a possibilidade de seguir a carreira acadêmica. Nesse caso, também é preciso passar por outro processo seletivo, envolvendo provas dos conteúdos relacionados e de línguas, além de apresentar um projeto de mestrado à Universidade e às Instituições de fomento à pesquisa.
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