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segunda-feira, 19 de março de 2018
Inscrições da lista de espera do ProUni 2018/1 fecham hoje (19) - Previsão, conforme calendário, é que resultado seja liberado amanhã (20)

Interessados em participar da lista de espera do Programa Universidade Para Todos (ProUni) 2018/1 podem fazer o cadastro somente até esta segunda-feira, 19 de março.
As bolsas da lista de espera são destinadas especificamente a candidatos que se inscreveram neste processo seletivo. Isso significa que quem fez outras edições do ProUni não pode participar.
Os contemplados com as bolsas da lista de espera serão conhecidos amanhã (20). Os concorrentes terão que confirmar as informações da inscrição nos dias 21 e 22 seguintes.
Confira quem pode participar
Primeira opção de curso
=> Candidato que não foi pré-selecionado nas convocações regulares.
=> Pré-selecionado na segunda opção de curso que foi reprovado pela não formação de turma.
Segunda opção de curso
=> Participante do ProUni não pré-selecionado nas chamadas regulares por ausência de formação de turma na primeira opção de curso.
=> Candidato que não foi pré-selecionado nas chamadas regulares por não haver bolsas disponíveis na primeira opção de curso.
=> Concorrente pré-selecionado na primeira opção de curso e reprovado pela não formação de turma.
ProUni 2018/1
O Ministério da Educação (MEC) ofereceu 242.987 bolsas de estudos no ProUni 2018/1 (divididas em integrais e parciais).
As bolsas do ProUni 2018/1 foram destinadas aos candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 e que tiveram média de 450 pontos e nota acima de zero na redação.
As bolsas integrais foram para candidatos com renda de até 1,5 salário mínimo por pessoa, enquanto as parciais foram voltadas aos concorrentes com rendimentos de até 3 salários mínimos por pessoa. Além disso, os candidatos tiveram que se encaixar em uma das situações abaixo:
=> Estudante que fez todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral em escola particular ou
=> Pessoa com deficiência ou
=> Professor da rede pública de ensino, em exercício do magistério da educação básica, que seja integrante de quadro de pessoal permanente de instituição pública e pretenda concorrer para bolsas somente nos cursos de licenciatura. Esta categoria não exigiu a comprovação de renda.
Mais informações na página do ProUni.
Vestibular Brasil Escola
quinta-feira, 15 de março de 2018
Lucas Carvalho aprovado em Medicina na UniAGES 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼Mais uma missão cumprida,mais um FERA Q.I. aprovado!!! #FeraQInaUniversidade #essaéanossamissão Definitivamente não é por acaso: Química não se decora,Química se aprende!!! Curso Química Integral- Módulo 01-Matrículas Abertas no BioS Petrolina 87 3861 7605
Humanitas (SP) recebe inscrições para Vestibular 2018/2 de Medicina - Processo seletivo que oferta 60 vagas será realizado no dia 3 de junho, em São José dos Campos

A Faculdade de Ciências Médicas de São José dos Campos (Humanitas), em São Paulo, está com inscrições abertas para o Vestibular 2018/2 do curso de Medicina. O prazo fecha em 11 de maio. A taxa custa R$ 250.
De acordo com o cronograma do processo seletivo, as provas estão marcadas para o dia 3 de junho, das 14h às 19h. O acesso ao cartão, com os endereços, poderá ser feito em 24 de maio.
As provas serão formadas por 40 questões objetivas de Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, História, Língua Inglesa e Física. Também será necessário produzir uma redação e responder oito questões dissertativas de Biologia e Química.
Resultado
A previsão é que a lista de aprovados no vestibular 2018/2 de Medicina da Humanitas seja liberada em 22 de junho. Os convocados deverão fazer as matrículas nos dias 25 e 26 do mesmo mês.
O processo seletivo oferece 60 vagas. O curso é ministrado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São José dos Campos.
Vestibular Brasil Escola
Na Bahia, UEFS divulga a 2ª chamada de aprovados no ProSel 2018/1 - As matrículas dos aprovados serão realizadas no dia 16 de março.

A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na Bahia, disponibilizou a 2ª chamada de aprovados no seu Processo Seletivo para Acesso ao Ensino Superior (ProSel) 2018/1. As matrículas serão realizadas no dia 16 de março.
Os convocados devem comparecer ao Auditório Central da UEFS, nos horários previstos para cada curso. Para efetivar a matrícula será necessário apresentar uma foto 3x4 e cópias, acompanhadas dos originais, dos seguintes documentos:
- Certificado de Conclusão e Histórico Escolar do Ensino Médio;
- Carteira de Identidade e CPF;
- Certidão de Nascimento ou de Casamento;
- Título de Eleitor;
- Prova de quitação com Serviço Militar, para homens maiores de 18 anos.
Os estudantes aprovados por meio do sistema de cotas deverão apresentar ainda os documentos que comprovem a condição na qual se inscreveu. Outras informações sobre matrículas pelo telefone (75) 3161-8063.
Sobre o Vestibular
Mais de 8 mil estudantes se inscreveram para o ProSel 2018/1, destes 2.308 não compareceram ao exame, que foi aplicado nos dias 4 e 5 de fevereiro. Na ocasião, os candidatos tiveram que responder questões objetivas e confeccionar uma redação.
Nesta edição, a UEFS oferece 921 vagas em cursos de graduação, sendo metade delas reservada para egressos da rede pública de educação e 50 especiais para membros de grupos indígenas ou quilombolas.
Mais informações podem ser obtidas no Edital do ProSel 2018/1 ou neste link.
Vestibular Brasil Escola
Tabela periódica pode ganhar nova linha pela primeira vez na história Cientistas do Japão tentam sintetizar o elemento químico 119, “jamais criado no universo”

Uma equipe de cientistas no Japão acaba de iniciar um dos projetos mais apaixonantes da física nos últimos tempos: a busca do elemento 119 da tabela periódica, "nunca visto e nunca criado na história do universo", disse o físico Hideto Enyo, líder da iniciativa.
O novo elemento, batizado temporariamente de ununennio (um, um, nove, em latim), inauguraria uma nova linha –seria a oitava – na tabela periódica proposta em 1869 pelo químico russo Dmitri Mendeleev. A ordem da primeira coluna, recitada de cor por qualquer estudante, ficaria assim: hidrogênio, lítio, sódio, potássio, rubídio, césio, frâncio e ununennio.
Enyo comanda o laboratório Nishina, do centro de pesquisa Riken, um acelerador de partículas localizado nas proximidades de Tóquio. No laboratório, os cientistas planejam disparar feixes de vanádio, um metal, contra um alvo de cúrio, um elemento mais pesado que não existe naturalmente no ambiente terrestre. A teoria é simples: o núcleo do átomo de vanádio possui 23 prótons. O do cúrio tem 96. Unidos, criariam um elemento superpesado com 119 prótons. Mas não é tão fácil.
"Todos somos poeira das estrelas", lembra o físico nuclear José Luis Taín, parafraseando o famoso astrônomo norte-americano Carl Sagan. A equipe de Taín, que não tem participação na busca do elemento 119, lidera outro experimento no Riken para investigar como são formados os elementos pesados no universo. Os mais leves, como o hidrogênio (um próton) e o hélio (dois prótons), foram formados imediatamente após o Big Bang, há cerca de 13,7 bilhões de anos. Os outros, mesmo o ferro, surgiram de uma fusão nuclear no interior das estrelas. Mas, depois do ferro, com 26 prótons, a origem é mais confusa.

"Acreditamos que, para formar elementos mais pesados do que o ferro, são necessários eventos explosivos, como supernovas [explosões de estrelas muito maciças] ou fusões de estrelas de nêutrons", afirma Taín, pesquisador do Instituto de Física Corpuscular, em Paterna (Valência). Nesses cataclismos cósmicos, ocorre um rápido processo de captura de nêutrons, que, quando desintegrados, formam prótons. Isso criaria, em alguns segundos, elementos cada vez mais pesados, como o ouro (79), chumbo (82) e urânio (92). O experimento de Taín, chamado Briken, tenta imitar esses emaranhados estelares no laboratório do Japão.
Esse rápido processo de captura de nêutrons, no entanto, seria suspenso em torno do elemento 110, segundo Taín, citando as previsões teóricas atuais. Se forem corretas, o elemento 119, como afirma o cientista Enyo, jamais foi criado no universo. Nunca.
O elemento mais pesado encontrado naturalmente na Terra é o plutônio, com 94 prótons. A partir desse ponto, os núcleos não são estáveis o suficiente. Os últimos elementos sintetizados – nihônio (113), moscóvio (115), tennessino (117) e oganessono (118) – são muito radioativos e existiram por alguns milésimos de segundo em um laboratório.
"Esperamos encontrar o elemento 119 em alguns anos", afirma Enyo com entusiasmo. "Já começamos a caçada, embora ainda estejamos numa fase muito preliminar", reconhece. O físico japonês sabe que outras equipes científicas de prestígio já falharam na busca do elemento 119. O centro GSI Helmholtz, em Darmstadt (Alemanha), realizou a tentativa em 2012, disparando um feixe de titânio (22) contra um alvo de berkélio (97) , sem sucesso. "Ainda não sabemos que tipo de combinação de feixes e alvos será melhor", admite Enyo.
Por que gastar tanto tempo em experimentos caríssimos para sintetizar um elemento por alguns milésimos de segundo? "Porque é muito emocionante descobrir um novo elemento, especialmente o 119, que será o primeiro da oitava linha da tabela periódica", arremata o físico japonês, resumindo o espírito curioso da ciência básica.
O químico alemão Martin Heinrich Klaproth descobriu o urânio em 1789. O nome foi inspirado no planeta Urano, que havia sido observado pela primeira vez alguns anos antes. O urânio é o elemento mais antigo na sétima linha da tabela periódica. Se, em 1789, Klaproth tivesse sido questionado com um "para que queremos isso?", não poderia ter imaginado que as usinas nucleares produziriam 17% da eletricidade mundial com o elemento mais antigo na sétima linha.
El País
quarta-feira, 14 de março de 2018
Os legados do gênio, na ciência e na vida Tudo no mundo um dia termina. E quem demonstrou isso foi Hawking, um sujeito que se recusou a ver tudo terminar prematuramente.

A carreira de Stephen William Hawking (1942-2018), já seria fantástica para uma pessoa qualquer. Mas Hawking se agigantou ao contrariar a previsão dos médicos de que não sobreviveria a uma doença degenerativa rápida e mortal.
Seu pai, Frank Hawking, era médico, e sua mãe, Isobel Hawking, estudou filosofia, política e economia. Ambos se formaram pela Universidade de Oxford, onde viviam. Ele inglês, ela escocesa, o casal se conheceu logo após o início da Segunda Guerra Mundial, onde ela trabalhava como secretária e ele, médico.
Stephen foi o primeiro filho dos dois. Depois dele viriam duas irmãs, Philippa e Mary, e um irmão adotado, Edward. Em 1950, quando o jovem Hawking tinha 8 anos, Frank se tornou chefe da divisão de parasitologia do Instituto Nacional para Pesquisa Médica, e a família se mudou para St. Albans. Não tinham luxos e eram tidos pelos vizinhos e conhecidos como muito inteligentes e excêntricos.
Curiosamente, Stephen demorou a engrenar nos estudos. Aprendeu a ler tardiamente, aos 8 anos. Da infância, Hawking se lembra de sua paixão por trens de brinquedo e, mais tarde, aeromodelos. “Meu objetivo sempre foi construir modelos que funcionassem e que eu pudesse controlar”, contou o cientista, em sua autobiografia Minha Breve História, publicada em 2013.
Esse desejo de compreender como as coisas funcionam e controlá-las seria a motivação mais básica para perseguir uma carreira em física e cosmologia, segundo ele. Partiu para estudar física na Universidade de Oxford e estava namorando Jane Wilde, uma amiga de sua irmã, quando, em 1962, começou a sentir os primeiros sintomas de sua doença. Recebeu então o diagnóstico: esclerose lateral amiotrófica.
De progressão usualmente acelerada, ela é caracterizada pela crescente paralisia dos músculos, culminando com a incapacidade de respirar e a morte. O médico previu que Hawking não viveria mais três anos. Não haveria tempo sequer para concluir seu doutorado em física.
Stephen e Jane discutiram aquela situação terrível e decidiram manter o relacionamento. Tornaram-se noivos em 1964, o que, segundo o próprio Hawking, lhe deu “algo pelo que viver”. Casaram-se em 14 de julho de 1965. Tiveram um filho, Robert, em 1967, uma filha, Lucy, em 1970, e um terceiro filho,
Timothy, em 1979. Hawking seguia desafiando o prognóstico médico. De forma jamais vista, a doença se estabilizou e entrou numa marcha lenta sem precedentes. Não que Hawking não tenha pago um alto preço, com a crescente perda de controle do corpo. Mas, surpreendendo a todos, o cientista conseguiu ter uma carreira e uma vida plenas. Mas obviamente a vida da família se tornava cada vez mais difícil. Os anos 1970 marcaram o auge da produção científica de Stephen. Ao fim da década, ele assumiria a cátedra lucasiana na Universidade de Cambridge – a mesma que havia sido ocupada por Isaac Newton séculos antes –, onde permaneceria por mais de três décadas, até se aposentar. E foi nessa mesma época que ele de fato encantou o mundo com sua pesquisa.
O maior feito científico do físico inglês foi demonstrar que os buracos negros não são completamente negros, e sim emitem uma pequena quantidade de radiação. Até então, pensava-se que esses objetos – normalmente fruto da implosão de uma estrela de alta massa que esgotou seu combustível – fossem literalmente imortais. Como nada consegue escapar de seu campo gravitacional, inclusive a luz, o futuro do cosmos tenderia a ter somente buracos negros gigantes, que permaneceriam para todo o sempre.
Contudo, ao combinar efeitos da mecânica quântica à relatividade geral, Hawking descobriu que a energia do buraco negro poderia “vazar” lentamente na forma de radiação. Com isso, ao longo de zilhões de anos, até mesmo esses parentemente indestrutíveis objetos tendem a deixar de existir.
Se Hawking cativou os físicos com essa previsão surpreendente – que só não lhe valeu um Prêmio Nobel pela dificuldade extrema de detectar a sutil radiação emanada de um buraco negro –, ele conseguiu capturar com igual habilidade a imaginação do público, com vários livros de divulgação científica, a começar pelo bestseller Uma breve história do tempo, de 1988.
A imagem do “gênio preso a uma cadeira de rodas que se comunica por um sintetizador de voz” era irresistível demais para a mídia, e Hawking soube usar sua fama em favor de causas importantes, como a defesa dos direitos dos deficientes físicos ou a advocacia da exploração espacial. De forma igualmente surpreendente, tornou-se um ícone da cultura pop.
Em 1992, Hawking participou, como ele mesmo, de um episódio da série de TV Jornada nas estrelas: A nova geração. Numa cena muito interessante, ele aparece jogando pôquer com Isaac Newton, Albert Einstein e o androide Data, um dos personagens principais do programa. Dois anos depois, o grupo Pink Floyd inclui trechos de falas do sintetizador de Hawking na música “Keep talking”. Em 2007, em comemoração aos seus 65 anos, o físico faz um voo parabólico em avião para experimentar a mesma ausência de peso que se sente no espaço. E em 2012 ele fez uma ponta num episódio da série de comédia americana The Big Bang Theory.
Essa cortina de fama, contudo, não conseguia esconder as dificuldades de Hawking na vida pessoal. Ao final da década de 1970, Jane, compreensivelmente, se apaixonou por um organista de igreja que se tornara amigo da família, Jonathan Hellyer Jones. A relação passou muito tempo num estágio platônico e acabou evoluindo com a aceitação de Hawking. Diz Jane que ele concordou, “contanto que eu continuasse a amá-lo”. No fim, o casamento acabou chegando ao fim depois que o cientista acabou se apaixonando por Elaine Mason, uma das enfermeiras que lhe prestavam cuidados. Hawking casou-se pela segunda vez em 1995, e o novo relacionamento durou até 2006. Houve rumores de que Elaine o agredia, mas Stephen jamais quis prestar queixa, deixando a situação no ar. “Meu casamento com Elaine foi apaixonado e tempestuoso. Tivemos nossos altos e baixos, mas o fato de Elaine ser enfermeira salvou minha vida em diversas ocasiões”, resumiu, em sua autobiografia.
Apesar da fama, Hawking nunca gostou de discutir seus problemas pessoais em público, e durante todo esse período, não houve exceção. Em compensação, sua celebridade pode tê-lo levado a violar um dos mais básicos princípios do comportamento acadêmico: não se deve fazer afirmações extraordinárias sem evidências igualmente extraordinárias.
Em 2004, o pop-star britânico anunciou ter solucionado um dos mais intrigados problemas ligado à física de buracos negros, o chamado “paradoxo da informação”. É basicamente a ideia de que a informação codificada no interior das partículas que caem no buraco negro é destruída e desaparece do Universo para sempre. Os físicos consideram isso paradoxal porque as leis físicas funcionam justamente em razão das condições anteriores do sistema. Se você parte de um estado “desinformado”, não há como aplicar as teorias sobre ele para saber o que acontece depois ou determinar o que ocorreu antes.
Ao dizer que teria resolvido o dilema, Hawking chamou a atenção dos físicos do mundo inteiro. Mas ele nunca apresentou cálculos que demonstrassem isso. Dez anos depois, em 2014, repetiu a dose, dizendo ter concluído que buracos negros podem nem existir.
Mais uma vez um choque: a imensa maioria dos cientistas já estava convencida de que esses fenômenos são reais, depois de estudá-los a fundo – embora só por meio de equações. Mas Hawking de novo não apresentou o devido embasamento matemático para demonstrar sua conclusão bombástica.
A situação é perfeitamente compreensível, dada a extrema dificuldade que Hawking tinha para se comunicar. Só o fazia por meio de um computador, que traduzia pequenos movimentos da bochecha em letras e palavras, que então são expressas por meio de um sintetizador de voz. Imagine a dificuldade do cientista em desenvolver suas ideias, altamente matemáticas, valendo-se apenas de sua mente para proceder com os cálculos. É natural que o pesquisador tenha passado o fim da vida desenvolvendo apenas artigos sumários, na esperança de que outros fisgassem as ideias e as desenvolvessem mais concretamente.
Fora do âmbito acadêmico, Hawking também soube usar muito bem sua fama, ao alertar para riscos existenciais à humanidade ocasionados pelo progresso tecnológico, em especial a inteligência artificial. “As formas primitivas de inteligência artificial que temos agora se mostraram muito úteis. Mas acho que o desenvolvimento de inteligência artificial completa pode significar o fim da raça humana”, disse o cientista, em 2014.
Convencido de que a humanidade precisa colonizar outras partes do Universo para sobreviver a esse e outros riscos à nossa existência, Hawking era um dos primeiros passageiros na lista de espera da empresa Virgin Galactic, que deve realizar voos espaciais suborbitais nos próximos anos. Morreu aos 76 anos, em Cambridge, sem ter realizado este sonho.
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