sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Inscrições abertas para o Processo Seletivo ENEM da Facid - sejabixo! - 19/02/15

A Facid DeVry, de Teresina-PI, está com as inscrições abertas para o Processo Seletivo ENEM.

As faculdades da DeVry Brasil aceitam candidatos que obtiveram pontuação igual ou superior a 500 pontos no ENEM, sem a necessidade de realizar a prova do vestibular.

As inscrições podem ser feitas no site: www.facid.edu.br

MEC divulga segunda chamada do ProUni 1º/2015


Candidatos não selecionados poderão participar da lista de espera entre 2 e 3 de março

O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quinta-feira (19), a segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni), primeira edição de 2015.
Os candidatos selecionados têm entre hoje e a próxima terça-feira (24) para entregar os documentos exigidos diretamente nas universidades. Entre os documentos, estão: de identificação, comprovante de residência, comprovante de rendimento e comprovante de conclusão do ensino médio. A lista completa está na pagina do ProUni.
Aqueles que não forem selecionados poderão participar da lista de espera nos dias 2 e 3 de março.
O ProUni
O programa oferece bolsas no ensino superior privado com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Este ano, são ofertadas 213.113 bolsas – 135.616 integrais e 77.497 parciais. As bolsas são para 30.549 cursos, em 1.117 instituições de ensino superior privadas.
De acordo com o balanço oficial do Ministério da Educação (MEC), foram registrados 1.523.878 inscritos, 21% a mais do que no primeiro semestre de 2014, quando 1.259.285 pessoas candidataram-se às bolsas de estudos em instituições particulares de educação superior.
GUIA DO ESTUDANTE

Sisu: UFPE divulga lista de espera de vagas disponíveis nesta sexta

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) divulga, nesta sexta-feira (20), a lista com os 2.887 estudantes convocados para ocupar as vagas disponíveis nas unidades de Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão, oferecidas através do Sisu. Os candidatos podem conferir a relação no site da Pró-Reitoria para Assuntos Acadêmicos.

A intenção da UFPE foi convocar um número maior de candidatos para gerar um cadastro de reserva. Em caso de comparecerem mais candidatos do que o número de vagas, os melhores classificados ocuparão as vagas e o restante formará o cadastro.
Para confirmar a vaga, os convocados deverão comparecer aos locais indicados no editalcom a documentação necessária, nos dias 25 e 26, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Os classificados da lista de espera serão divulgados no dia 3 de março. No dia 12 de março, será a vez da divulgação geral nas duas entradas.
NE UOL

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Por que médicos usam roupa branca?


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Pergunta do leitor - Bruno Wilhan da Fonseca,
Gramado, RS
"O branco permite ver melhor se o uniforme está sujo e ajuda a evitar infecções", afirma Jorge Curi, vice-presidente da Associação Médica Brasileira. Isso diminui as chances de uma mancha de sangue passar despercebida e contaminar uma cirurgia, por exemplo. Além disso, o branco associa o médico à ciência e remete à pureza. Mas nem sempre foi assim. Até o fim do século 19, a medicina era vista como feitiçaria e sujeita a fraudes, e os profissionais usavam roupas casuais, mesmo em salas de operação. Também era comum optarem por preto, uma cor mais sóbria, já que muitas vezes davam más notícias aos pacientes. "Hoje, acredita-se que é muito difícil um uniforme limpo causar infecções, então outras cores também foram adotadas, como o verde e o azul", explica Jacyr Pasternak, infectologista do Hospital Albert Einstein.
FONTES Site PubMed e livros The Body in Medical Culture, organizado por Elizabeth Klaver, e The Cambridge Illustrated History of Medicine, organizado por Roy Porter
MUNDO ESTRANHO

Quem foi Montezuma?


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Pergunta do leitor - Igor Gustavo,
Caxias do Sul, RS
Foi um líder asteca do século 16. Sob seu governo, entre 1502 e 1520, a civilização que ocupava o atual território mexicano alcançou seu auge econômico e militar. Mas o imperador ficou mais conhecido por um erro: ser amistoso com os colonizadores europeus. "Na época, a região onde hoje fica a Cidade do México era uma das mais ricas e populosas do mundo, muito devido ao sistema de dominação e cobrança de tributos, que atraiu os espanhóis", explica Eduardo Natalino dos Santos, historiador da USP. O encontro entre Montezuma e Hernán Cortez, chefe das tropas espanholas, no fim de 1519, foi o princípio do fim dos astecas. A relação começou amigável, mas virou uma batalha sangrenta. Cortez venceu, tomou súditos e ouro dos astecas, soterrou templos e destruiu a cidade de Tenochtitlán. A morte de Montezuma, em 1520, divide historiadores. Na versão mais aceita, ele teria sido apedrejado pelos próprios astecas, por considerarem-no fraco e obediente aos espanhóis.
Mundo Estranho 

É verdade que pão integral faz bem e leite integral faz mal?


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Pergunta do leitor - Vinicius Mendes,
São Paulo, SP
Sim e não. Pão integral faz bem, mas leite integral não faz mal. Ele só não é recomendado para quem tem colesterol alto, já que tem 3% de gordura e mais da metade dela é saturada - ruim para as artérias. Gordura em excesso pode ser prejudicial, mas quando ingerida com moderação ajuda a absorver nutrientes do leite, como a vitamina D. Já o pão de farinha integral sempre é melhor do que o feito com a branca, refinada. É que o refinamento transforma o trigo num carboidrato de absorção rápida. Os açúcares do pão se tornam mais fáceis de digerir e chegam mais rapidamente na corrente sanguínea. Resultado? Engordamos mais.
MAIS PRA LÁ DO QUE PRA CÁ
A legislação brasileira não tem regras claras sobre o que são produtos integrais. A maioria dos pães integrais industrializados, por exemplo, "levam de 30% a 60% de farinha refinada", diz a nutricionista Liliane Moitinho
Era uma vez a integridade
Processo que retira gordura ou fibra dos ingredientes naturais também extrai outros nutrientes
Eles se transformam...
Pão
Na peneira
Triturado, o grão de trigo se separa em três partes: casca, gérmen e farinha. A mistura é peneirada para descartar a casca e o gérmen, que contêm a maior parte das fibras - e são parcialmente aproveitadas no pão integral. Sobra a farinha branca, composta basicamente de amido
Em relação à farinha integral, a refinada tem 90% a menos de vitamina B7, boa para a saúde do cabelo e das unhas
Leite
Nada de nata
A gordura do leite integral é extraída para transformá-lo em desnatado. Isso é feito com uma centrífuga chamada desnatadeira, que gira em alta velocidade. Mais leve que a água, a gordura fica no alto do recipiente e é retirada por um cano
O total de vitaminas, sódio, cálcio, carboidratos e proteínas é o mesmo no leite integral e no desnatado
...Mas não melhoram
Branco e pobre
O pão branco só é melhor para a indústria, porque não se despedaça facilmente e tem maior validade na prateleira. O integral é menos calórico, tem mais proteínas, vitaminas e fibras - como a celulose, importante para o bom funcionamento do intestino
Nem na dieta
O leite desnatado só é melhor mesmo para quem tem colesterol alto. Nem para quem está de dieta a vantagem é certa, porque a desnatação também tira o ácido linoleico, uma gordura "boa" que auxilia na redução da gordura abdominal, além de ser anti-inflamatória e anticancerígena
MUNDO ESTRANHO

Qual é o ácido mais forte do mundo?


É o fluorantimônico, cuja acidez supera a mais alta encontrada na natureza:o ácido sulfúrico a 100%. A mistura do fluorídrico com pentafluoreto de antimônio é considerada a mais forte entre os superácidos e foi criada para reagir com materiais que outros não dão conta. A concentração de um ácido é medida por meio da quantidade de íons do tipo H+, que iniciam as reações químicas com outras substâncias. O fluorantimônico tem 20 quintilhões de vezes mais íons que o sulfúrico, porém, apesar desse “poder”, ele não é capaz de corroer tudo – já que a corrosão não depende da força, mas da interação química das substâncias. Uma coisa, porém, é certa: quando a corrosão ocorre, os danos são irreversíveis.
PROVA DOS TRÊS
Conheça os ácidos puros mais perigosos e descubra qual deles causa mais estrago
Ácido fluorídrico (Hf)
Como reage com vidro e metal, tem que ser armazenado em parafina ou em polímeros, como o teflon.
PET: Ataca o plástico, que ganha umaspecto aquoso.
AÇO: Quanto mais diluído, mais forte é a reação. Transforma o aço em gás e líquido.
VIDRO: Concentrado, pode superar 100ºC e ferver o vidro derretido.
CORPO HUMANO: Causa queimaduras.Diluído, pode penetrar na pele, dissolvendo os ossos.
Ácido Sulfúrico (H2So4)
O mais popular dos ácidos é usado na indústria e na produção de fertilizantes.
PET: A venda é controlada pela Polícia Federal. Concentrado acima de 40%, derrete o plástico.
AÇO: Forma uma camada de ferrugem que impede que a corrosão continue.
VIDRO: Não reage.
CORPO HUMANO: Concentrado acima de15%, causa queimaduras graves e a desidratação dos tecidos.
Ácido Nítrico (HNo3)
Ataca boa parte dos metais, menos os preciosos. Misturado à glicerina e ao ácido sulfúrico, forma o explosivo nitroglicerina.
PET: Aquecido à 90ºC, faz o material virar líquido.
AÇO: O material fica diluído na solução aquosa do ácido.
VIDRO: Não reage.
CORPO HUMANO: Causa queimaduras e pode reagir com a pele – formando uma mancha amarela.
MUNDO ESTRANHO

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Reaproximação entre Cuba e Estados Unidos


A recente reaproximação entre Cuba e Estados Unidos pode render especulações sobre a relação entre esses países no passado que podem ser exploradas em vestibulares e no Enem

 
Mãos em sinal de solidariedade representando as bandeiras dos Estados Unidos e de Cuba


O dia 17 de dezembro de 2014, os Estados Unidos da América (EUA) e Cuba tornaram públicas suas intenções de reaproximação diplomática. O anúncio desse começo de abertura de relações políticas entre os dois países veio acompanhado de negociações para libertação do americano Alan Gross, em Cuba, bem como a libertação de três cubanos na Flórida (EUA), acusados de espionagem. Tanto o líder cubano,Raúl Castro, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, discursaram sobre o fato da libertação desses indivíduos e assinalaram a perspectiva de uma nova fase entre os dois países. 
Esse acontecimento tem uma relevância notória (e, por isso mesmo, vem sendo amplamente noticiado na imprensa internacional) exatamente por terem sido publicamente declaradas as intenções de reaproximação. Contudo, a história da relação entre Cuba e EUA, desde os anos 1960 até agora, é marcada por várias contradições, tanto de um lado quanto de outro. As contradições começam logo com as investidas revolucionárias do grupo liderado por Fidel Castro, na década de 1950, contra o governo de Fulgêncio Baptista. Há já um longo debate historiográfico que esmiúça, nesse contexto, a participação dos EUA tanto em apoio às forças de Baptista quanto em eventuais auxílios aos guerrilheiros. 
Ademais, no contexto da Guerra Fria, a Revolução Cubana só representou, de fato, um ícone do comunismo na América Latina quando começou a estreitar relações com a União Soviética no início dos anos de 1960. Até 1959, quando os revolucionários ocuparam Havana e empossaram Manuel Urrutia Lléo presidente — um advogado com tendências ideológicas liberais —, os rumos de uma “Cuba comunista” e de uma “luta contra o imperialismo Ianque” ainda não haviam sido plenamente traçados. Essa perspectiva só se definiu quando os irmãos Castro assumiram de fato o controle da ilha, tanto político quanto econômico e militarmente, optando pelo apoio ao bloco soviético. 
Essa opção de Cuba implicava, naturalmente, rechaçar a estrutura econômica americana que havia na ilha há décadas. As “plantations” e os demais investimentos americanos em Cuba foram desapropriados ou expropriados pelo Estado comandado pelos Castro. A institucionalização de uma burocracia gerenciadora do país, estatizante e profundamente dependente da URSS, valendo-se da retórica revolucionária socialista, provocou a reação do bloco ocidental, sobretudo dos EUA, que, a partir de 1961, romperam relações diplomáticas com Cuba após o episódio da invasão da Baía dos Porcos. O momento mais crítico e tenso da Guerra Fria no que se refere à relação EUA-Cuba foi o da Crise dos Mísseis, que pode ser consultado neste link. 
Com a queda do bloco soviético em 1989 e as reformas estruturais na Rússia e nos demais países, as relações entre Estados Unidos e Cuba passaram a tomar outro rumo. Cuba foi submetida à pressão de embargos econômicos na forma de duas leis principais: A Lei Torricelli, de 1992, e a Lei Helms-Burton, de 1996. Essas leis dificultavam a articulação econômica de empresas que tinham ou queriam estabelecer negócios em Cuba, já que esse país não contava mais com o auxílio soviético. Além disso, há ainda a posição dos emigrados cubanos que vivem nos EUA. Essa comunidade cubano-americana possui opiniões bastantes diversas e contundentes com relação aos embargos. Enquanto uns apoiam o seu fim, outros defendem a sua manutenção como forma de pressão para a ruína do regime instalado pelos Castro. 
A partir dos anos 2000, houve uma maior flexibilidade com relação às parcerias econômicas entre Cuba e diversos outros países, incluindo o Brasil e os EUA. Recentemente, o financiamento do Porto de Mariel em Cuba pelo governo brasileiro repercutiu enormemente, sobretudo por conta de acusações em torno da obscuridade na prestação de contas de tal empreendimento. Mas o fato é que Cuba tem buscado manter-se “de pé” politicamente, segurando a moldura de um regime autoritário, ao mesmo tempo em que se articula economicamente como pode e com quem pode. Arenúncia de Fidel Castro trouxe mais uma reviravolta a esse cenário, e seu irmão, que sempre foi considerado mais radical e mais ligado ao núcleo duro das Forças Armadas cubanas, vem demostrando, contraditoriamente, essa perspectiva de abertura. Essa postura talvez seja influenciada por uma articulação política que leva em conta a idade avançada tanto de Fidel quanto do próprio Raúl Castro e dos demais membros da elite dirigente de Cuba. O regime precisará ser reformado nos próximos anos; e ao que tudo indica, Raúl Castro deve estar preparando uma nova elite para isso, como acentua o pesquisador Maurício Santoro, no trecho a seguir:
“Expectativas moderadas e uma clara noção dos limites do possível podem levar à melhoria expressiva das relações entre Estados Unidos e Cuba, abrindo possibilidades positivas para o futuro imprevisível após a morte dos irmãos Castro. A ausência de uma figura pública com legitimidade comparável à dos líderes revolucionários pode criar um perigoso vácuo político, com o risco de disputas violentas pelo poder. Nesse contexto, faz sentido que Washington aposte na construção de vínculos de confiança com altos funcionários do governo cubano, nas esferas diplomática, militar e econômica, que seriam de grande valia num cenário turbulento como esse.” (SANTORO, Maurício.Cuba após a Guerra Fria: mudanças econômicas, nova agenda diplomática e o limitado diálogo com os EUA. Rev. bras. polít. int., Brasília, v. 53, n. 1, July, 2010. p. 138)
Ademais, é preciso ficar atento à situação atual de Cuba, às principais reivindicações da população cubana, aos motivos de haver tanta evasão do país e ao interesse que a comunidade econômica internacional, incluindo o Brasil, tem na ilha. Essas podem ser as principais especulações que os vestibulares e o Enem poderão explorar no ano que vem. 

Vestibular Brasil Escola

O avanço do Estado Islâmico e a tensão no Oriente Médio


O avanço do Estado Islâmico em direção à fronteira com a Turquia tem gerado forte tensão no Oriente Médio e grande polêmica em torno da posição dos turcos nesse processo.

 
O grupo Estado Islâmico tem avançado progressivamente em direção à fronteira com a Turquia

O grupo jihadista (terrorismo associado à Jihad – guerra santa – islâmica) Estado Islâmico (EI), atuante no Iraque e na Síria, declarou, em 29 de agosto de 2014, que seu líder Abu Bakr al-Baghdadi havia se autoproclamado o novo califa do Oriente Médio (mais informações sobre esse conceito podem ser obtidas neste link: Império Islâmico). Desde o início de 2014 o Estado Islâmico vem expandindo os seus domínios sobre regiões do Iraque e da Síria, chegando até bem próximo do limiar da fronteira desses dois países com a Turquia. Esse progressivo avanço do Estado Islâmico tem provocado uma enorme tensão na região do Oriente Médio, sobretudo no que tange à posição da Turquia. 
Desde o ano de 2011 os países muçulmanos, tanto do Oriente Médio quanto do norte da África, vêm sofrendo levas de transformações políticas importantes. Com a chamada Primavera Árabe, alguns líderes desses países sucumbiram, como os presidentes da Líbia e do Egito. Grande parte dos  rebeldes que atuaram durante os levantes de 2011 também tinha apoio da Irmandade Muçulmana, organização jhadista internacional que financia grupos terroristas e defende o emprego da Sharia, “Lei islâmica”.
 A Síria, governada por Bashar Al-Assad, possui um longo histórico de guerras civis desencadeadas contra rebeldes. Desde 2011 que sua situação interna piorou, sobretudo em virtude da guerra travada contra rebeldes que tentam derrubar Assad do poder. Rebeldes esses que, inclusive, receberam auxílio de países como os EUA (Para mais informações sobre isso, consultar este link:Conflitos na Síria e intervenção dos EUA). Paralelamente à situação da Síria, houve a sistemática retirada das tropas americanas da região do Iraque, que lá estavam desde a guerra desencadeada em 2003. Foi nesse contexto que o Estado Islâmico – antes conhecido como Estado Islâmico no Iraque e na Síria – passou a ganhar espaço.
O Estado Islâmico nasceu como uma ramificação da Al-Qaeda (organização terrorista jihadista fundada por Bin Laden e responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001) com o objetivo de ocupar espaços ao norte da Síria e do Iraque. Com o tempo, o Estado Islâmico rompeu com a Al-Qaeda e passou a seguir suas próprias diretrizes. A própria rede Al-Qaeda considera o Estado Islâmico excessivamente radical. Práticas como decapitações, mutilações, fuzilamentos em massa, crucificação, estupro de mulheres e crianças e outras atrocidades são comumente praticadas por esse grupo. As principais cidades controladas pelo Estado Islâmico são Mossul, Tal Afar, Kikuk e Tkrit.
Milhares de refugiados curdos foram para a Turquia saídos da Síria
Milhares de refugiados curdos foram para a Turquia saídos da Síria.*
Além dos exércitos iraquiano e sírio, combatentes curdos também resistem contra o avanço do Estado Islâmico. A cidade síria de Kabane, que fica na fronteira com a Turquia, é o centro da resistência curda. A posição estratégica dessa cidade atrai os jihadistas. Em 2014, milhares de curdos que viviam em Kabane cruzaram a fronteira e refugiram-se em solo turco. Desde então a situação dessa cidade vem ficando cada vez mais delicada, pois os suprimentos e os armamentos da resistência curda estão se escasseando.
Além disso, a presença do Estado Islâmico em Kabane tem suscitado uma enorme polêmica em torno da posição da Turquia em relação ao grupo jihadista. Desde que foi anunciada a decisão da  Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), da qual a Turquia faz parte, de auxiliar os EUA no combate ao Estado Islâmico, os turcos têm se mantido reticentes e ambivalentes em vários pontos. Em setembro de 2014, o Estado Islâmico libertou 49 reféns turcos (que haviam sido sequestrados em Mossul, Iraque), trocando-os por 50 de seus membros, que haviam sido capturados. Entretanto, a Turquia possui conflitos históricos com os curdos e com os sírios e teme que, se der apoio militar a esses dois povos na luta contra o Estado Islâmico, poderá, posteriormente, ficar vulnerável as esses inimigos históricos. Por outro lado, a Turquia também reclama da falta de repercussão internacional que sua recepção aos refugidos curdos teve.
Os turcos temem sobretudo a ascensão do Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK) e o fortalecimento do Curdistão. Além disso, há acusações de que a Turquia teria dado apoio aos grupos rebeldes radicas da Síria com o objetivo de derrubar Assad em 2011 – possivelmente, parte desde apoio teria sido dado ao próprio Estado Islâmico. As tensões nessa região tendem a agravar-se em 2015, principalmente se a resistência curda sucumbir e a cidade de Kabane for tomada pelo Estado Islâmico. Os EUA e a Otan provavelmente continuarão a pressionar a Turquia para que ela tome uma posição clara no conflito. Enquanto isso, centenas de militantes jihadistas engrossam as filas de adesão ao Estado Islâmico.
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