domingo, 3 de setembro de 2017

Menos pessoas entram no ensino superior por causa da crise econômica - Crescimento no número de matrículas em cursos superiores sofreu desaceleração em 2016.

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O ensino superior brasileiro apresentou desaceleração no crescimento de matrículas no ano passado, pior desempenho na área desde 2006. Os dados são do Censo da Educação Superior 2016, divulgado pelo Ministério da Educação nesta quinta-feira, 31 de agosto. 
Os dados do Censo da Educação Superior ilustram o crescimento de matrículas em cursos superiores desde 2006. O último levantamento mostra que os índices se mantiveram praticamente os mesmos entre 2015 e 2016.
De 2014 para 2015 houve um crescimento de 200 mil matrículas, mas de 2015 para 2016 esse número caiu para 20 mil. Veja:
2006 - 4,94 milhões de matrículas
2010 - 6,4 milhões de matrículas
2014 - 7,83 milhões de matrículas
2015 - 8,03 milhões de matrículas
2016 - 8,05 milhões de matrículas

As instituições privadas apresentaram queda nas matrículas em 2016, passando de 6,07 milhões para 6,05 milhões. A diminuição na procura por cursos superiores pagos teve impacto na desaceleração do crescimento do setor. 
De acordo com o ministro da Educação, Mendonça Filho, o motivo da queda das matrículas no ensino privado foi a crise econômica enfrentada nos últimos anos. 
Para a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), a queda na oferta de vagas pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) também é responsável pela diminuição nas matrículas em instituições privadas.  Segundo a entidade, há a falta de uma política pública de financiamento que seja eficaz em um período de desemprego como é o cenário atual. 
A partir de 2018, o Fies contará com novas regras e modalidades de financiamento. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Fies é responsável por financiar 45% das vagas disponíveis no ensino superior particular. 

Ensino Superior no Brasil

Segundo o Censo do Ensino Superior, quase 3 milhões de estudantes ingressaram em cursos de graduação no ano de 2016, sendo 82,3% nas instituições particulares (2,45 milhões) e 17,7% nas públicas. 
Em contraponto com a queda do número de matrículas nas instituições privadas, as públicas apresentaram um aumento de 1,9%, passando de 1,95 milhão para 1,99 milhão. 
Já em relação à conclusão dos cursos superiores em 2016, o Censo registrou um crescimento em ambos os setores. As instituições públicas apresentaram 2,9% de aumento nos concluintes, enquanto as particulares contaram com 1,36%. 
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